Integrante do Instituto Ponte desde 2016, Wagner Estevam se formou em Engenharia de Software e conta com experiências na Uber e no iFood. Sua trajetória traduz, na prática, o propósito de promover ascensão social em uma geração.
Na primeira imagem, Wagner Estevam ainda é um menino. Ao lado da mãe, segura uma camisa do Instituto Ponte e sorri para a câmera. Anos depois, já adulto, é ele quem conta a própria história: agora sentado diante da identidade visual da instituição que passou a fazer parte de sua vida em 2016.
Entre essas duas cenas, existe uma trajetória construída com estudo, apoio, escolhas e oportunidades. Em dezembro de 2025, Wagner concluiu a graduação em Engenharia de Software no Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli).
Mas, ao relembrar o caminho percorrido, ele não fala apenas sobre universidade ou grandes empresas. Wagner volta a um período anterior, quando vendia doces, bolos de pote e tortas holandesas. Foi ali, ainda muito jovem, que começou a desenvolver habilidades que mais tarde se tornariam importantes em sua vida profissional: conversar, entender pessoas, vender e enxergar possibilidades.
“Eu sempre gostei de conversar, de vender, e isso tem uma relação direta com o curso e a faculdade que escolhi”, conta.
ASSISTA AO VÍDEO E CONHEÇA A HISTÓRIA DE WAGNER
UMA TRAJETÓRIA CONSTRUÍDA PASSO A PASSO
Na faculdade, Wagner encontrou um modelo de ensino baseado em projetos e percebeu que poderia unir tecnologia, análise de dados, negócios e relacionamento com pessoas.
As primeiras vivências profissionais vieram ainda durante a graduação. Ele participou de programas de estágio de férias no Banco PAN e no BTG e, depois, realizou seu estágio regular na Uber. Segundo Wagner, foi um período de muito aprendizado e preparação para o passo seguinte: a oportunidade de atuar como analista de negócios no iFood, mais uma experiência relevante em uma trajetória que começou muito antes da universidade.
Cada uma dessas conquistas representa um marco pessoal. Juntas, porém, elas mostram algo ainda maior: o que pode acontecer quando o potencial de um jovem encontra acompanhamento contínuo, educação de qualidade e oportunidades concretas de desenvolvimento.
Wagner também reconhece a importância da mãe em sua formação. Foi com ela que aprendeu, desde cedo, o valor do trabalho e recebeu o incentivo necessário para continuar avançando. Sua história não é construída por um único momento de virada, mas pela soma de muitas mãos, experiências e escolhas ao longo dos anos.
QUANDO UMA HISTÓRIA SE TRANSFORMA EM RESULTADO
O Instituto Ponte identifica e acompanha estudantes de alto potencial acadêmico em situação de vulnerabilidade social, oferecendo suporte para que eles ampliem suas possibilidades educacionais, profissionais e pessoais.
Ao longo de 12 anos, o Instituto já atendeu 718 alunos e viabilizou 963 bolsas de estudo: 427 para o Ensino Fundamental e Médio, 436 para cursos de inglês e 100 para cursos pré-vestibulares. Atualmente, são 166 estudantes no Ensino Superior e 17 jovens já inseridos no mercado de trabalho.
Outro indicador importante é a permanência: 81% dos estudantes selecionados continuam no Instituto Ponte. O dado revela a força de um acompanhamento que não termina com a conquista de uma vaga ou de uma bolsa. Ele continua ao longo da formação, apoiando os jovens diante dos desafios acadêmicos, profissionais e socioemocionais de cada etapa.
Os números dimensionam o alcance do trabalho. Histórias como a de Wagner mostram o que esse impacto significa na vida real.
UMA REDE QUE AMPLIA OPORTUNIDADES
Transformações como essa são construídas coletivamente. Elas envolvem os estudantes, suas famílias, educadores, instituições de ensino, voluntários e organizações que acreditam na educação como instrumento de mudança social.
A ArcelorMittal, apoiadora do Instituto Ponte, integra essa rede e se soma ao compromisso de ampliar oportunidades para jovens de alto potencial. Parcerias como essa contribuem para a continuidade de um trabalho de longo prazo, capaz de acompanhar cada estudante desde a educação básica até a universidade e o ingresso qualificado no mercado de trabalho.
Mais do que apoiar uma formação acadêmica, essa rede ajuda jovens a ampliarem horizontes, ocuparem novos espaços e construírem trajetórias que também transformam suas famílias e comunidades.
Ao olhar para tudo o que já conquistou, Wagner reconhece a mudança em sua própria vida, mas não trata a chegada ao mercado de trabalho como um ponto final.
“Hoje, eu já considero que ascendi socialmente, mas quero escalar e crescer ainda mais”, afirma.
A fala resume a história de um jovem que aprendeu a reconhecer cada conquista sem deixar de olhar para o futuro. E traduz o propósito que move o Instituto Ponte: criar condições para que talento e oportunidade se encontrem, promovendo ascensão social em uma geração.

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